domingo, 27 de junho de 2010

BREVE REFLEXÃO SOBRE O PAI NOSSO

“Senhor, ensina-nos a orar...” Lucas 11.1

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos de todo mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém!” (Mateus 6.9-13)

Certa vez os discípulos de Cristo ao perceberem que seu Mestre orava continuamente, que João Batista orava com seus discípulos e que até os fariseus observavam a prática da oração, dirigiram a ele uma petição humilde: “Mestre, ensina-nos a orar”.

Para orar precisamos, como os doze, ter consciência de nossa pequenez e humildade para reconhecer nossa total dependência de Deus. Os discípulos reconheceram o valor da oração na vida do Mestre, mas apresentaram o modelo que eles conheciam: João Batista. Os fariseus eram o modelo do cotidiano religioso de seu tempo. Jesus, porém, apresentou-lhes um modelo novo, uma forma nova, dentro de uma nova perspectiva: O PAI NOSSO. Podemos, com base na oração que o Senhor nos ensinou, fazer algumas considerações para nosso aprendizado.

Primeiro: Nem o Batista, nem os fariseus chamavam Deus de Pai nosso. Jesus ensina aos seus seguidores que mudou a relação, que El, Elohim, Yaweh e Adonai continuam sendo nomes de Deus, mas na nova aliança, devemos chamá-Lo de Pai. Somente os nascidos de novo entendem a importância da afetividade de uma oração que começa chamando o Divino de Pai. O “nosso” deu-se pelo motivo de Ele estar ensinando a um grupo (Mt. 6.9)).

Segundo: Devemos dirigir nossas orações aos céus, porque o Senhor está elevado sobre nós. Embora não esteja distante e nem se mantenha impassivo às nossas dores e aflições, encontra-se em estado elevado, como os céus, e habita a luz inacessível (I Tm. 6.16).

Terceiro: É-nos revelado que Deus é Santo e, portanto seu nome deve ser separado dos homens. Nome na Bíblia tem a ver com caráter, portanto, o nome de Deus é puro e deve ser santificado. Isso fala do caráter transparente de Deus. “Deus é luz. E não há nele treva nenhuma” (I Jo. 1.5).

Quarto: Jesus ensina-nos a convidar o Reino de Deus a ingressar em nossa esfera de vida. É mais que isso: Ele nos ensina a abrirmos mão de nossos próprios “reinos” aqui na terra e deixarmos Deus governar, reinar, dirigir, controlar nosso ser (espírito, alma e corpo), nossa casa (família) e nossos negócios (finanças, projetos).

Quinto: A oração do Pai Nosso ensina-nos também que devemos renunciar nossas vontades que não estão concordes com a Vontade de Deus, que não glorificam a Deus, e abrirmos mão das mesmas para aceitarmos com fé “a boa, perfeita e agradável vontade de Deus” (Rm. 12.2).

Sexto: Aprendemos ainda que Deus tem planos estabelecidos nos céus e na terra, e por isso devemos compreender a interação que há entre o mundo físico e o espiritual, o natural e o sobrenatural, e que a vontade de Deus seja plena em todo o alcance do Seu Reino (Jo.18.36).

Sétimo: Jesus não esqueceu a aflição cotidiana que enfrentaríamos no mundo (Jo.16.33) e nos ensinou a depender de Deus diariamente. O pão de cada dia aponta para o pão físico e para o pão espiritual, como alimento para o corpo e para a alma (Mt. 4.4). Nossa dependência de Deus se dá, portanto, nos dois mundos onde Seu Reino está estabelecido.

Oitavo: Em uma oração ensinada por Jesus não poderia faltar perdão. Pedido de perdão de quem pecou (“minhas dívidas”) e perdão oferecido a quem pecou contra nós (“meus devedores”). Há uma lição igualmente profunda aqui: quem não perdoa, não merece ser perdoado também (Mt. 62.14,15).

Nono: Aponta a tentação como um campo abismal onde podemos cair e nos conclama a confiarmos em Deus e não em nossas próprias forças ou mentalização. É um pedido de livramento antecipado, outra face da dependência da Graça para não pecar. Como se disséssemos: “sabemos que o mal pode nos vencer”, mas se Tu estiveres conosco seremos inatingíveis (Rm. 8. 31-39).

Décimo: Termina com a declaração de que o Reino, o Poder e a Glória pertencem a Deus para sempre, isto é, somente Ele deve reinar, exercer poder e receber glória hoje e por toda a eternidade (Ap. 11.15).

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

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