quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Café expresso pode diminuir chances de câncer

Pesquisa inédita feita por professor de Santos comprova benefícios do café. Artigo já foi publicado em revistas especializadas dos Estados Unidos.
 
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Um pesquisador e professor de Santos, no litoral de São Paulo, descobriu que algumas xícaras de café por dia ajudam a evitar doenças como câncer, alzheimer, parkinson e diabetes. A pesquisa inédita, porém, aponta que doses em excesso da bebida devem ser evitadas por mulheres após a menopausa e por pessoas que tem pressão alta.
O famoso cafezinho é conhecido por afastar o sono, alegrar o espírito, melhorar a digestão ou até mesmo, substituir o doce após o almoço.
Mas, o que poucos sabem, é que ele tem benefícios muito melhores, como por exemplo, ajudar a prevenir doenças degenerativas.
Esse poder do café foi descoberto pelo químico Silvio José Valadão Vicente, que dá aulas na graduação em Engenharia Química e pós-graduação em Sustentabilidade na Universidade Santa Cecília (Unisanta). Ele ficou três anos estudando a composição do café e descobriu que a bebida era capaz de aumentar o número de enzimas que combatem os radicais livres, responsáveis por algumas doenças. “O corpo da gente, quando trabalha, produz umas substâncias chamadas radicais livres. São substâncias agressivas que começam a atacar todas as moléculas que estão disponíveis e, quando ele ataca, pode causar doenças sérias tipo câncer, alzheimer, parkinson, catarata e diabetes. Nós temos no corpo substâncias antioxidantes. As mais ativas são três enzimas. Quando o corpo gera esses radicais, as enzimas destroem para não causar essas doenças.”, explica o professor.
Após o estudo teórico, o químico fez experiências com ratos na Faculdade de Saúde Pública e na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “A parte do fígado do rato simula muito o que acontece no organismo humano”, afirma. Quase 180 ratos foram utilizados nos testes que duraram cerca de um ano. Eles foram divididos em grupos. Um deles recebia água e os outros tomavam quantidades diferentes de café. Um biólogo, que auxiliou nas pesquisas, dava café para os ratos todos os dias. A quantidade variava de meio mililitro até dois mililitros por dia, conforme o grupo. Após determinado período, os ratos foram mortos. “A gente coleta o fígado dele e no fígado a gente pode analisar se houve aumento ou não daquelas enzimas”, conta o químico.

A experiência deu resultado positivo. Uma dose de café, que representa cerca de um mililitro, aumentou o número de enzimas defensoras no organismo do rato. A medida equivale a quatro xícaras por dia. “O aumento dessas enzimas defensivas foi sensacional. Medi três enzimas diferentes. As três aumentaram e todas aumentaram mais que o dobro. O legal dessas enzimas aumentarem é que a pessoa vai ficar mais protegida”, garante o professor.
Segundo ele, é importante alertar a população que as quatro xícaras diárias não irão impedir as pessoas de terem doenças degenerativas, mas irão aumentar as defesas em relação a elas. “Não é que se você tomar café você nunca vai ter câncer ou diabetes. Doença é sempre uma probabilidade. O café, como outras substâncias, é um tremendo auxiliar. Ele diminui as chances de você ter essas doenças degenerativas”, diz.
Além de descobrir esse benefício da bebida, o químico também conseguiu provar que o café em excesso, mais que quatro xícaras por dia, não é recomendado para mulheres pós menopausa, pessoas com pressão alta e osteoporose. “O café tem cafeína, que é um estimulante. Em grande quantidade aumenta a pressão arterial e há perda de cálcio”, explica. Para quem tem pressão alta e osteoporose, a doença pode se tornar pior. Já uma mulher pós-menopausa, segundo ele, não deveria tomar café, porque ele aumentará a perda de cálcio e pode agravar um estado de osteoporose. “Mas tem o plano B. É só tomar o descafeinado. É recomendado”, orienta.
Segundo o cientista, toda a pesquisa foi realizada com o café puro, o famoso expresso. Segundo Vicente, se a bebida for adicionada com outras, como por exemplo, o café com leite, não irá fazer o mesmo efeito.
A pesquisa que gerou todas essas informações é inédita e foi a tese apresentada pelo professor em seu doutorado. Dois artigos sobre o assunto foram publicados na revista americana Journal of Agriculture and Food Chemistry e na revista brasileira Brazilian Archives of Biology and Tecnology. Agora, o professor quer que a pesquisa seja divulgada para todos para que a ciência seja cada vez mais útil e benéfica para o bem estar humano.
  Fonte: G1

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