quinta-feira, 25 de março de 2010

Após 3 dias em frente ao fórum, pastor é expulso pela PM

Comportamento do pastor na porta do fórum
incomodou policiais militares

Fabiano Rampazzo
Direto de São Paulo

             Conhecido nos dois primeiros dias de julgamento por ficar na entrada do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, dançando, cantando e gritando em nome de Deus, o pastor e fotógrafo Orlando Torres, 58 anos, foi expulso pela Polícia Militar na tarde desta quarta-feira.

                                                    Foto: Raphael Falavigna/Terra

            O pedido para retirá-lo do local partiu de pessoas que aguardavam na fila para tentar acompanhar o terceiro dia de júri do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. "Isso aqui é uma sessão triste, não é um lugar de festa. (Ele) estava incomodando muito com essa gritaria e essa cantoria toda", disse o estudante Rodolfo Mendes, 25 anos.
           Nesta quarta-feira, depois de correr e pular, o comportamento do pastor incomodou até os policiais militares. "Inicialmente, convidamos o senhor a se retirar, mas ele não quis. Mais tarde, ele aceitou deixar o local", disse um dos PMs presentes na segurança do fórum.
           Ao deixar o local, o pastor disse não entender o porquê de sua saída. "Os policiais vieram falar comigo, mas o que estou fazendo de errado? Só quero transmitir uma mensagem de paz", disse. Questionado se havia tomado alguma sustância, ele afirmou que "só tomei o Espírito Santo".

O caso

              Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.
              O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

JNS. Na reportagem cita Orlando como pastor, mas ele é apenas diácono da AD-Belém em Ermilino Matarazzo- Zona Leste-SP. Ele atua em eventos públicos, filas de shows e em casos como este, evangelizando e pregando a Palavra de Deus.

Postado originalmente: portal terra.com.br/brasil/noticias
e Blog Diario da Fé

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