sexta-feira, 11 de março de 2011

Terramoto Causa enorme tsuname no Japão

Um sismo de 8.9 na escala de Richter abalou hoje o nordeste do Japão, provocando um tsunami de enormes proporções que invadiu algumas áreas costeiras. O primeiro balanço da polícia fala em 40 mortos e 39 desaparecidos, mas as imagnes mostram mais .


     O tsunami que se seguiu ao abalo, às 14h46 (05h46, hora portuguesa), e às várias réplicas atingiu especialmente a costa nordeste da ilha principal de Honshu. O primeiro balanço da polícia fala em 40 mortos e 39 desaparecidos. Pouco tempo antes, o Governo nipónico, através da Agência de gestão de catástrofes e incêndios, revia o número de mortos para 32.
     Vagas com dez metros de altura abateram-se na zona costeira da região de Sendai e outras de sete metros na prefeitura vizinha de Fukushima. Na província de Miyagi, uma vaga carregando detritos e lama arrastou, a grande velocidade, os campos agrícolas por onde passou. Em alguns locais, a água entrou até cinco quilómetros para o interior.
     “Fomos sacudidos tão violentamente que foi preciso baixarmo-nos para não cair”, testemunhou uma responsável do município de Kurihara, à AFP.
     As estações de televisão nipónicas difundem em directo imagens de casas inundadas e automóveis submersos pelas águas. Colunas de fumo elevam-se por cima de localidades no Nordeste da ilha principal de Honshu onde, até ao momento, foram registados 40 incêndios.
     Na baixa de Tóquio, os edifícios abanaram de forma violenta e os trabalhadores invadiram as ruas a meio da sua jornada de trabalho. A AFP fala no desmoronamento de um edifício em Tóquio onde 600 estudantes participavam numa cerimónia de entrega de diplomas. Há pelo menos 20 feridos, indica a BBC.
     "Estava no meu escritório, num décimo andar. As paredes começaram a tremer e depois os móveis também. Nunca tinha vivido algo assim. Tive mede", comentou Saki Horikane, uma funcionária a trabalhar no bairro de Ginza, citada por aquela agência de notícias.
     Um homem de 67 anos morreu esmagado por um muro que ruiu e uma mulher pelo desabamento do tecto da sua casa na região de Tóquio. Três outras pessoas morreram na região de Ibaraki, a norte da capital, depois de a sua casa ter ruído.
     Várias pessoas estão feridas e outras desaparecidas. Na região de Miyagi está dado como desaparecido um navio com cem pessoas a bordo, depois do tsunami.

Um país com perturbações
     O primeiro abalo - o mais forte a atingir o Japão nos últimos 140 anos, segundo os sismólogos - espoletou uma série de incêndios. Um dos fogos ocorreu numa refinaria da cidade de Ichihara, na prefeitura de Chiba, perto de Tóquio, consumindo tanques de armazenamento de combustível.
     As redes de telecomunicações fixas e móveis estão a registar fortes perturbações. Em Tóquio, quatro milhões de lares estão sem electricidade.
     Os transportes são um dos sectores mais afectados. O sismo levou o aeroporto internacional de Narita, a 50 quilómetros de Tóquio, a suspender todos os voos e a evacuar os seus edifícios. Os transportes ferroviários e rodoviários também foram interrompidos em grande parte do arquipélago, especialmente em Tóquio e na sua região, bloqueando milhões de pessoas que "tomaram de assalto" os hóteis da cidade. Os comboios expresso Shinkansen estão parados em todo o Nordeste e as auto-estradas da região de Tóquio foram encerradas poucos minutos depois do primeiro abalo.
     O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, já falou ao país após o violento sismo, lamentando o sucedido e oferecendo as suas condolências às vítimas do desastre. Indicou igualmente que já está em marcha a construção de um quartel-general para as operações de emergência e assegurou que não foi detectada nenhuma fuga radioactiva nas centrais nucleares do país.
     Ainda assim, foi declarado estado de emergência na central nuclear de Onagawa, em Miyagi, depois da deflagração de um incêndio num dos edifícios do complexo, noticiou a estação de televisão Sky News. Já foi activado no local um procedimento de arrefecimento emergência.
     O Ministério da Defesa já enviou as suas forças navais para a zona de Miyagi, outra das zonas mais afectadas pelo maremoto.

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