quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mulher não é obrigada a ter filhos - Diz ministra

O que a Bíblia diz sobre o assunto?
“Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe...”
Salmos 139.16
     Iriny Lopes é ministra da Secretaria Social de Políticas para as Mulheres no atual Governo. Eleita em Outubro para o seu terceiro mandato na Câmara, a deputada federal Iriny Lopes, é integrante da Comitiva Nacional do PT e filiada ao diretório do Espírito Santo. Já atuou na comissão de Direitos Humanos e Minorias, e foi integrante do Conselho de Ética da Casa. Em Dezembro de 2010, no dia 27, Iriny Lopes, 54 anos, declarou sua posição “pessoal” sobre o aborto. À Folha ela disse “Não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter... Ninguém defende o abordo, é respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar”. Iriny afirma que, pessoalmente, defende respeitar a opção de cada mulher. Em 2007, durante votação de uma resolução que incluía a descriminalização do aborto no 3º Congresso do PT, Iriny defendeu a proposta. A presidente Dilma Rousseff, porém, se disse contrária a mudanças na legislação que prevê o aborto apenas em caso de estupro ou risco à saúde materna.

     O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou o PNDH3, também conhecido como “Programa Nacional dos Direitos Humanos”. Por meio do PNDH3 querem aprovar a todo custo, leis que vão de erotização de nossas crianças, incentivo ao homossexualismo, descriminalização do aborto a prender e botar na prisão pelo crime de homofobia a quem se opor às práticas homossexuais, entre outras.
     O assunto “aborto” foi tema das eleições presidenciais, e colocou em risco a candidatura de Dilma Rousseff. Após declarar que sempre foi contra o aborto, contradizendo sua própria história, e prometendo manter a legislação atual, onde o aborto é permitido somente em casos de estupro ou quando coloque a vida da gestante em risco, foi eleita a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para muitos, a questão do aborto parecia encerrada. Mas, a Deputada Federal Iriny Lopes, atual Ministra da Secretaria Social de Políticas para as Mulheres, deu sinal para todos que a questão ainda vai muito além.

     Mas o que a Bíblia diz sobre o assunto? O que Deus fala sobre a vida e personalidade de uma criança ainda em formação no ventre? Por mais difícil que seja manter a vida, o aborto é definitivamente errado e condenado na Bíblia. Abortar é tirar a vida de um ser humano, e a Bíblia deixa claro que a vida começa na concepção. Deus se relaciona com os humanos ainda no ventre (Sl 139.13). João Batista pulou no ventre de sua mãe quando ouviu a voz de Maria, a mãe do Senhor (Lc 1.44). Esaú e Jacó lutavam ainda no ventre (Gn 25.22). Obviamente, crianças ainda no ventre já têm identidade espiritual. João Batista, por exemplo, foi cheio do Espírito Santo antes de nascer (Lc 1.15). O profeta Jeremias e o apóstolo Paulo foram chamados por Deus ainda no ventre materno (Jr. 1.5; Gl 1.15). O que para muitos, representa apenas um embrião ou feto sem vida, na visão de Deus são pessoas humanas em plena formação.

     A Bíblia não é mais específica na questão do aborto, porque tal prática não estava na mente do povo de Deus. Para aquele povo, o aborto era a pior das barbaridades pagãs.

     Para Deus, a vida de uma pessoa adulta e a de uma ainda no ventre tem o mesmo valor. “Se alguns homens brigarem, e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém se não houver morte, certamente será multado, conforme o que impuser o marido da mulher, e pagará diante dos juízes; mas se houver morte, darás vida por vida” (Ex. 21.22-23). Para Deus, a única diferença entre uma pessoa adulta e um óvulo fecundado, é o tempo e a nutrição. Deus considera o feto embrionário uma pessoa, e o trata com pronome pessoal. Existe na Bíblia revelações surpreendentes sobre o ser humano em formação. Veja um dos registros: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas essas coisas foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando ainda nem uma delas havia” (Sl 139.16). A vida é uma decisão divina, e o registro de uma vida começa ainda no ventre, mesmo que exista apenas um corpo ainda informe.

     A Bíblia por sua vez, incentiva a todas as mulheres terem filhos. A mulher não deve ter filho por obrigação, mas com alegria e satisfação (Jo 16.6). Em Gênesis está escrito “E criou Deus o homem à sua imagem... Macho e fêmea os criou. E Deus... disse: Multiplicai e frutificai e enchei a terra” (1.27-28). Foi essa a orientação divina, que homens e mulheres se unam em casamento e tenham filhos. Deus deseja que a raça humana seja perpetuada, e isso só é feito pelos meios que todos conhecemos.

     Ainda na Bíblia, encontramos outra orientação extraordinária de Deus para as mulheres. Ele diz que a mulher “Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos” (1 Tm 2.15). Mas, espera aí... A mulher ter filhos nos dias de hoje?! E por que não? Ser dona de casa, de preferência que sirva a Jesus, esposa, e mãe, é um trabalho extremamente sublime, ainda mais se estudarmos as evidências históricas abundantes da influência de uma mãe moldar o destino dos filhos, que, em contrapartida, moldaram a história da Igreja e porque não dizer, de nações.

     Legalizar o aborto em qualquer lugar do mundo é o mesmo que autorizar o massacre impiedoso de pessoas inocentes e indefesas. O Estado deve criar mecanismo para evitar a matança de crianças em formação, e não custear a matança e a “farra” de mulheres e homens irresponsáveis. É dever do Estado, educar e cuidar da saúde pública, e fazer valer o direito à vida de qualquer pessoa, até mesmo daquelas que ainda estão no ventre. As leis devem ser criadas para proteger a vida, e não para tirar como querem fazer.

     Ora, sem a descriminalização, já são feitos no Brasil várias centenas de abortos todos os dias, e a maioria desses abortos são frutos de relação sexuais promiscuas e irresponsáveis. O aborto precisa ser coibido, e a parcela da sociedade que ainda insiste nessa prática bizarra, precisa ser educada nas questões de moralidade e ética.

     Ao invés de promover a morte de pessoas inocentes, por que não ensinar nas escolas e em campanhas publicitárias as conseqüências de uma relação sexual promiscua e impensada? Por que não falar das inúmeras e terríveis conseqüências geradas nas mulheres que cometem o aborto? Você sabia que uma mulher que fez aborto, é nove vezes mais propensa ao suicídio em relação a que não fez? Aborto nunca foi nem será a solução para melhorar a saúde da mulher. Que o Senhor nos ajude a não praticar coisas que surgem das mais profundas trevas. Mesmo que sejam leis!
Célio Roberto
AD – Vila Espanhola

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