sábado, 10 de julho de 2010

Goleiro Bruno pediu Bíblia e fez oração antes de dormir na delegacia

     Um agente da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, zona oeste, que preferiu não se identificar, disse no fim da manhã da quinta-feira (8) que o goleiro do Flamengo Bruno Fernandes pediu uma Bíblia e fez uma oração antes de dormir. O atleta está preso temporariamente na unidade com seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, desde essa quarta-feira (7).
     Os dois e mais cinco pessoas são suspeitas de envolvimento no desaparecimento da ex-amante do atleta Eliza Samudio, 25 anos. Ela teria sido sequestrada e morta no início de junho na região metropolitana de Belo Horizonte, segundo um primo de Bruno que disse ter presenciado o crime.
     Os sete tiveram a prisão temporária decretada nessa quarta-feira (7), mas alegam inocência. Bruno e Macarrão passaram a noite presos em celas separadas e improvisadas na Delegacia de Homicídios do Rio e podem ser transferidos para a Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), responsável pelas investigações.

Advogado sai do caso
     O advogado Michel Asseff Filho, que defendia o goleiro, confirmou às 10h25 que deixou o caso. O atleta será defendido a partir de agora pelo advogado mineiro Ércio Quaresma, que já atua na defesa de Macarrão e da ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza.
     Asseff Filho contou que também defende o clube rubro-negro e que cuidava do processo de Bruno porque ele era um patrimônio, um dos jogadores mais caros (recebia cerca de R$ 200 mil por mês e teve contrato suspenso). Segundo ele, houve conflito de interesses e o mais prudente foi encaminhar o caso específico para outro profissional.
     - Deixo o caso por um conflito de interesses com o Flamengo. Eu o estava defendendo porque ele era jogador do Flamengo e um dos atletas mais caros do clube. A partir do momento que o clube suspendeu o seu contrato, eu deixo o caso.
     O advogado também disse que não entrou com habeas corpus para que Bruno ficasse em liberdade, que o atleta entendeu o motivo da sua saída e que ele estava sendo bem tratado. Asseff voltou a dizer que Bruno respondeu todas as perguntas durante interrogatório nessa quarta-feira (7) e que ficou “surpreso e estarrecido” com as declarações do primo de 17 anos.
Fonte: R7 / Gospel Prime

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